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julho 08, 2013

A Mariana e os Direitos Constitucionalistas na Atualidade

A manhã logo termina e corro para a porteira do pequeno sítio para aguardar o ônibus escolar...A Mariana como de costume corre desesperada e salta nos meus braços e já vai dizendo que teremos muito o que conversar no almoço e é tanta coisa que ela diz:

"Mamãe, acho mesmo que passará do almoço para o lanche da tarde e o jantar" E eu já me assusto e imagino o que terei de encarar!

Mal começa nosso almoço e a pequena já me pergunta o que entendo de Direito Constitucional, eu quase caio para trás não sei se devo realmente falar nisso com uma menina de mal completados 11 anos...Mas não gosto de deixá-la sem resposta...E tento ser bem explicativa:

"Filha são direitos máximos que dizem qual deve ser o comportamento do Estado frente a ações fundamentais para a vida dos cidadãos, é mais ou menos isso e você consegue entender o que é esse Estado?"

"Sim mamãe, a professora explicou na aula que o Estado, ele é um conjunto de várias instituições como governo, funcionalismo público, forças armadas e mais coisas, é que a lista é crescente mamãe".

"É isso ai filha, mas por que tanto interesse pelo Direito Constitucional?"

"É que a professora falou que também deveria assegurar a alimentação humana mamãe e eu já te falei o quanto fico triste por que sei de gente que não tem como se alimentar, então quando eu crescer eu vou ser do ramo do Direito Constitucional para ajudar as pessoa que não tem nada melhor do que eu! Ela são humanas mamãe e merecem as mesmas alegrias, inclusive a de se alimentar".

"Pois é filha! Falo com a voz embargada e a Mariana logo pergunta o por que da minha emoção, então falo que ouvir de uma garota de 11 anos que ela está começando a se afirmar no mundo adulto entendendo o quão a vida é dura e as pessoas na forma de pessoas ou de Estado podem ser cruéis".

Depois do almoço aproveitei a chuva e o cheirinho de terra molhada para colocar minha pequena para tirar uma soneca antes de fazer os deveres escolares e enquanto eu acariciava seus cabelos, me emocionava com a minha pequena querendo fazer uso do Direito de fato!

maio 19, 2009

Trabalho Aceito \o/

Pois é...Congressista e apresentadora de trabalho científico no Encontro de Pesquisadores em Educação do Norte/Nordeste (EPENN)...
Foi barra fazer o trabalho com o prazo estourando, encarar os "incentivos" das pessoas que tem o dom de te botar pra baixo, mas valeu a pena as águas bentas, as orações e a calma de sempre pra entender que o que é nosso não tem bruxaria que disfoque!
Eu e meu parceiro-professor-pesquisador Pedro estamos felizes pelas escolhas que fizemos, por quem resolvemos botar em campo pra marcar esse gol com a gente! O Pessoa já citou certa vez que quando a alma não é pequena tudo vale a pena!
Valeu mesmo! A todos que nos incentivaram na caminhada e que norteiam nossas personalidades de pesquisadores inquietos...vamos adiante sempre, nem que pra isso tenhámos que nos blindar sob carapaça metálica e cheia de boas referências de vida.
O caminho é longo, mais a estrada só é deserta se você quiser.
Paraíba...ai vamos nós!
Bjão Pedro!

novembro 12, 2007

Observação: A vida não é pra Qualquer Um!

Sempre que eu olho para trás e lembro-me da adolescência, percebo o quanto os jovens de hoje perdem por não dar valor a certos princípios chatérrimos, como é o caso da Educação (informal, a que vem de casa). Amigos meus, que são professores da rede estadual de ensino, narraram-me um fato q fiquei chapada: - disseram eles que os alunos do ensino médio dos turnos vespertinos (manhã e tarde), fizeram guerra com a merenda, isso mesmo vc ta lendo corretamente!! Atiraram comida (pão) e a bebida (leite) uns nos outros. Ridículo né? È sim tb acho, enquanto meio mundo passa fome ou sérias dificuldades, esses boçais que na realidade vez por outra também não têm nem o que comer ou estão a centímetros da fome, se dão ao luxo de estragar comida. O caso foi tão cotidianamente bizarro que ainda não se pensou nas providências!
Outro fato, e esse eu presenciei adolescentes que não param nem por um segundo, pra entender como é a vida, na real, imagina a cena que eu vou descrever agora: um palestrante tecendo importantes comentários sobre dependentes químicos de todos os tipos (drogas lícitas e ilícitas) e praticamente tendo de se esguelar para se fazer ouvir e para q tivesse todos os olhos voltados para as descrições no mínimo dramáticas, enquanto um monte de sem noção ficava rindo (não sei de que), cochichando sem se importar com os ruídos q a todo o momento atrapalhavam a fala do cidadão, a ponto dele muito educadamente chamar os adolescentes sem noção de mal educados.
No meu tempo (com todo o orgulho da minha geração) vocês não viam isso ocorrer, era um povo mais respeitoso, com limites, e principalmente com senso de ridículo.
Ainda bem, que tem o outro lado, adolescentes que sabem se portar, que se organiza que tem coragem de parecer careta, antigo, ultrapassado, com esses me identifico mais, a esses cidadãos a Luz dos Olhos.