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abril 14, 2011

Imaginação?

A imaginação é mesmo uma arma, a mais valiosa de todas! Foi usando a minha que desde criança não me senti só. Minha imaginação tratou de parir uma amiguinha chamada Ninim que me acompanhava nas brincadeiras – agora entendo por que falo sozinha às vezes – me ajudando a comer o lanchinho da tarde, que segundo minha mãe tudo que era para mim era em dobro, claro tinha a Ninim e ela nunca me faltou!
Até quando eu patinava, ela estava presente, o máximo ter amiga imaginária e olha que eu não sou filha única, embora ter tido um irmão nunca me ajudou muito no quesito salve-se da solidão!

Mais bastou eu crescer para a Ninim me largar, acho que minhas brincadeiras e meus interesses mudaram demais e ela não suportou, não me suportou rsrs. Depois de um tempo mainha me revelou que quando estava grávida de mim nas últimas semanas de trabalho, uma amiga de escritório incorporou uma menininha e com voz de criança que começou a falar comigo – dentro da barriga da minha mãe – e disse que era minha amiguinha e que iria ficar um tempo comigo, e lógico se chamava ...Ninim! Me arrepiei ao ouvir a história...não lembro muito da minha amiguinha mas se ela se dedicou a mim deve ter tido um bom motivo!

Certo tempo depois, já na faculdade, precisei fazer um trabalho e indo até a Biblioteca Central abri um livro qualquer que tinha uma dedicatória: “Eu vivi até minha quarta primavera e precisei ir embora mais quando você lembrar-se de mim espero que seja com carinho. Ass. Ninim.” Fechei os olhos ainda prendendo as gotas de lágrimas que chegavam...voltei no tempo mas não conseguir lembrar quem comia os lanches duplos!

setembro 29, 2009

A "Terra Prometida"

Falta pouco para sala nova ganhar novos habitantes, que há muito esperavam pelo pedaçinho de "Terra Prometida", lá espera-se que os projetos tomem forma, sejam "executáveis" e que se ampliem para a vida!
Se me perguntarem qual meu projeto de vida? Tenho pouco a dizer, mas muito o que fazer, já que escolhi percorrer caminhos com amigos e em conjunto, com ideias e ideais afinados...ainda acredito na parábola da Terra Prometida, a minha no caso é menos bíblica, mas mesmo assim traz consigo os preceitos de união e comunhão com meus semelhantes.
Amanhã será um novo dia, o dia em que de uma forma ou de outra, com facilidades ou sacrificios, os sonhos começam a ser construídos...que a minha vivência e crença no ser humano seja de esperança, confiança e da criação de um caminho conjunto.
Amanhã
Composição: Guilherme Arantes
Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!
Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!

maio 19, 2009

Trabalho Aceito \o/

Pois é...Congressista e apresentadora de trabalho científico no Encontro de Pesquisadores em Educação do Norte/Nordeste (EPENN)...
Foi barra fazer o trabalho com o prazo estourando, encarar os "incentivos" das pessoas que tem o dom de te botar pra baixo, mas valeu a pena as águas bentas, as orações e a calma de sempre pra entender que o que é nosso não tem bruxaria que disfoque!
Eu e meu parceiro-professor-pesquisador Pedro estamos felizes pelas escolhas que fizemos, por quem resolvemos botar em campo pra marcar esse gol com a gente! O Pessoa já citou certa vez que quando a alma não é pequena tudo vale a pena!
Valeu mesmo! A todos que nos incentivaram na caminhada e que norteiam nossas personalidades de pesquisadores inquietos...vamos adiante sempre, nem que pra isso tenhámos que nos blindar sob carapaça metálica e cheia de boas referências de vida.
O caminho é longo, mais a estrada só é deserta se você quiser.
Paraíba...ai vamos nós!
Bjão Pedro!

outubro 13, 2008

Vamos fazer um Filme! (Começa a Aventura!)

Entre a Paraíba e o rio Grande do Norte, dia causticante, sol a pino. O jipe que eu e o Pedro conseguimos desenrolar com nossas poucas economias de professores só deu mesmo pra remediar o imperfeito, melhor que lombo de jegue!!

O plano de inicio é percorrer as pequenas cidades do interior da Paraíba (terra de cabra macho), descobrindo os personagens pitorescos desses locais lógico, se o dinheiro der, pois estamos sem Patrocínio! O que buscamos é traçar uma história de vida dessas pessoas (faixa etária de 50 a 60 anos) e entender o que aconteceu nesses quase 20 anos de causos sertanejos.

Na estrada, uma porção de bois, vacas e cabras que em nada, nem com a poderosa buzina do jipe, abrem para ver nossa empreitada, num canto da cerca um caboclo diz:

“Dá jeito não dona, pode buzinar até de manhã...os bicho aqui gosta de som de automóvi...tranquera esses bicho!” Fazer o que né? Apreciar a aridez da paisagem e prosear com o cabloco.

Pedro pergunta ao nhô Raimundo (o caboclo) quem devemos procurar na cidade, que tenha uma história legal pra contar?

O Raimundo diz: “óia seu Pedro, lá pelas banda da cidade tem um cara afamado num sabe! Chamado de Tonho que é dono de uma padaria, a única da região, casado com uma muié que dá um trabáio a ele! O senhor sabe né? Muié nova com home véio num pode prestar. Dizem até que o Tonho pegou a pestilenta com dois forasteiro tráis de casa! Má, espie o home é tão brabo que até contam, né? Num sei se é causo verdadeiro que ele deu uma coça nos tréis e ainda botou os dois caba safado pra trabáia na padaria carregando pão pras fazenda dos rico da cidade e a muié ta mansa que só o senhor vendo!”

Finalmente os boizinhos desbloquearam a estrada de terra batida! Nos despedimos do Raimundo e seguimos caminho. Pedro me pergunta:

“Adélia, o que você achou do causo?” E eu respondo: “Pedrinho até que o causo é bom, mas não temos saúde pra apanhar de cipó de boi e carregar pão pros ricos da fazenda perfazendo 20 km dia” rsrs.

Corta... quase não prestamos atenção a linda chapada a margem da estrada.

abril 24, 2008

Feliz de Mim

A vida da gente é muito engraçada! Pessoas entram e saem dela de uma maneira peculiar a cada situação vivida, e partindo do raciocínio que algumas delas são vitais e marcam profundamente nossa existência tudo parece bem leve, divertido e com um sentido muito especial, que realmente nos faz ficar e sentir a vida em sua plenitude.

Nesse ponto, eu sempre me senti privilegiada, poucas foram às pessoas “erradas”, ou do meu ponto de vista de relacionar as coisas boas onde nem sempre tem, prefiro pensar que as pessoas “erradas” foram pessoas “certas” durante algum tempo.

Duas dessas pessoas que não se conheceram - por que uma delas já virou estrela e está lá em cima me dando uma forcinha aqui em baixo-, um desses primos-irmãos que a vida me garantiu, quem sabe por eu ser uma boa menina? Parece que sou convencida né? Mas não é o tipo de convencimento que beira a arrogância não, é apenas por que já me disseram que: “meninas boas escrevem diários (no meu caso um virtual) e que as meninas más não tem tempo de escrevê-los”. Portanto, sou realmente uma menina boa, de boa índole; a outra pessoa rara está comigo, no papel principal de minha Mamma, que nesse caso não é a minha mãe biológica e sim, uma que a vida me garantiu, mais uma vez como parcela premiada da qual eu tive direito por bom comportamento.

A minha estrela ou primo-irmão chama-se Cláudio César e me ensinou várias coisas que até hoje utilizo como prerrogativa de felicidade, tipicamente um bom vivant, amante da vida e das boas coisas que eu aprecio: a música, os amigos, o caráter e por aí vai...
A minha mamma chama-se Cláudia Valéria. Bom essa eu adotei ao pé da letra, pois quando eu era criança aqui em casa, sempre me ensinaram que a escola era a segunda casa e que a professora era a segunda mãe. No entanto, só constatei de fato na faculdade, graças a uma ajudinha do destino (se é que ele existe!), e lógico ela fundamentou o que eu já tinha como respaldo de caráter, cooperação, amizade e muito companheirismo e por aí vai.

Por coincidência a Cláudia faz aniversário dia 25 de abril e o Cláudio (q prefiro chamar César) faz aniversário no dia 26 de abril. Com um vivi muito tempo, embora tivesse muito pra viver ainda, mas continuamos juntos só que em planos paralelos; a outra, ta sempre por perto me paparicando, e lógico que eu gosto disso rsrs, afinal ganhei uma outra família, né?

E assim, eu vou vivendo feliz por ter sido escolhida por DEUS, Buda, Jeová, Espíritos de Luz ou seja lá o que for maior que o Universo. E vale plagiar para dizer aos Cláudios que meu mundo com eles é Completo. Feliz de mim.