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junho 10, 2012

A arte de transcender


O que se pode fazer quando você descobre que tudo na sua vida sai errado já da largada? Certos fatos são desastrosos mesmo, por que te encorajam a não mais fazer, nem se quer tentar e pior ainda, você para de imaginar e consequentemente de sonhar também!

É uma pena viver assim! Eu faço uma releitura diária de mim, mas comecei a entender que é um espaço muito grande, tem que ser feito em menos tempo, o que vai me obrigar a “virar uma pessoa fria e calculista”, e de verdade eu não gosto disso, mas também está mais do que na hora de encarar os fatos, eu tenho que me bastar!

Eu que sempre gostei de fazer tudo tendo gente querida por perto, agora tenho que aprender a ser só, não mais me importar em praticar a coletividade, e sim aproveitar os amigos de ocasião e viver ocasionalmente também. Essa retomada de mim mesma é tão séria e lúcida que eu penso que já é o normal, ou seja, como eu já devia estar encarando o que a vida tem me oferecido! 

E nada tem de amargor nisso, pois eu posso agora entrar para o ramo das pessoas menos emocionais, e entrar no mundo das mais racionais, mas de modo algum, deixarei de ter um sorriso para alguém que precisar!
Ainda tô tateando nessa arte de transcender, mais nunca estive com tanta vontade de me transformar! 


outubro 18, 2011

Nem todo Jardim é do Édem

De vez em quando eu costumo olhar a vida com olhos de despedida, talvez para encontrar algum sentido para certos acontecimentos, o fato é que ando pensativa demais e posso afirmar que um pouco triste...

As tentativas de viver doses homeopáticas de felicidade nem sempre é possivel, pessoas, situações, medos, tudo acaba somando pra que você tenha dias sombrios!

Ando vagando pelo lado do Jardim que também é escuro e que de tanto silêncio dá até medo! Por tanto eu vou continuar andando por ele para me entender mais e aos outros.

Eu, o Elton e o Jonny!


outubro 02, 2011

O Stevie, a Mariana e Eu

Enquanto eu leio os jornais do dia a Mariana desenha e faz pinturas mas sempre sem tirar os olhos de mim, um tanto dada as curiosidades...puxou a mãe rsrs!

Sinto que ela está inquieta e pergunto:

- O que se passa filha?
- Mamãe eu reparei que você sempre faz tudo ouvindo música!
- Tem razão, eu adoro música mesmo! - Você não?
- É claro mãe, também adoro! Mas você gosta mais! E será que eu vou gostar tanto assim? Quando você tinha minha idade gostava assim?
- Huum...Acho que gostava...Mais filha quando a gente vai ficando mais velha as músicas vão servindo de memória auxiliar...Tipo, marcam momentos importantes da nossa vida!
- Ah então eu já tenho músicas importantes mamãe!
- Sério filha? Posso saber quais?
- As do cocoricó!
- Olhaa só é mesmo você sabe as letras de cor né! E sempre te escuto cantar! Sempre antes de você dormir! Quando eu era criança tinha umas legais do balão mágico e da turma do lambe-lambe rsrs.
- A gente combina né mãe?!
- Combinamos sim filha rsrsrs.
- Mamãe me fala uma música de emoção na sua vida?
- Uma das mais emocionantes foi a que coloquei na hora do seu nascimento! De um cantor cego chamado Stevie Wonder!
- Eu posso ouvir mãe; eu quero ouvir!

Abraçei a pequena no colo e revivi todas as coisas boas depois que ela chegou!

abril 14, 2011

Dentro

Até quando o grito de eu te amo ficará preso na garganta? Será que ele não percebe quando perco o chão? Aonde mais eu iria me perder se não fosse aos seus olhos? Meu corpo fica no vácuo cada vez que ele passa por mim...e se ele esboça um sorriso então! É quase uma flechada nesse pobre peito! Quem mandou eu ter nascido assim, tão adoradora de tudo que é meigo e doce!? Se soubesse minha sina teria dito a DEUS que me mandasse em forma de cubo de gelo, com o coração tomado só pelo que é frio e racional!

Mais coitado do meu coração, é só músculo nada pensa, nada sabe e eu ainda credito minha felicidade ou desventura a ele! A insensatez é minha do meu Eu, da minha porção racional e não de um pobre músculo que já se esforça o suficiente para me deixar viva e sã.

O que fazer então? Não olhar para ele sempre que passa por mim? Não ir ao lugar preferido? Não sair com os amigos em comum? Parece loucura mais o que era mel no início agora é amargo. E por que me coloquei em xeque? As respostas eu não sei, talvez nunca saiba, mas o que é mesmo o amor? Se não experiências que se transformam para o bem ou para nos arruinar...

Eu vivi e vivo com a sensação de que o meu mais valioso amor ainda não passou por mim, não me escapou entre os dedos e quando chegar eu saberei baixar a guarda e vivê-lo pleno para sempre ou em quanto durar.

novembro 01, 2007

“Viver e Não Ter a Vergonha de Ser Feliz...Cantar e Cantar a Beleza de Ser um Eterno Aprendiz...”

Sabe aqueles dias em que tudo diz nada?! Pois é. Tô me sentindo digital D+ ultimamente, é um corre-corre frenético, a cabeça sempre a mil e o coração na mão esperando sabe-se lá o q de bom! Já se sentiu nadando contra a corrente e diferente do que o poeta dizia: não “é só pra exercitar”? Acho que eu tô pagando a cota de ser densa ao extremo, tudo na minha vida tem peso e profundidade, sabe aquelas pessoas q só relaxam na frente de um PC, então parece bom, né? Mas não é, é triste...
O pior não é nem a vida atual é que nós as pessoas densas D+ quando olhamos para trás, enxergamos nossos dias aqui como uma aventura que se perdeu, as porra-louquiçes foram “vendidas, tão baratas que eu nem acredito, ah! Eu nem acredito” e sinceramente não penso mais em mudar o mundo...aham no máximo pintar de vermelho (cor q amoooo).
Meus amigos de especialização costumavam falar que eu não matei os pais (Simbolicamente, claro) e com certeza nunca fez meu gênero romper com o mundo e começar pelos meus pais, mas nunca fui santa quando dá vontade, sento e espero passar.
Já deu pra ver né? Não sou desse Planeta, não gosto só de uma coisa ou de outra, gosto de todas, é cosmopolita, mas se quiser de Marte ou Vênus de preferência com um belo de um E.Tesão rsrsrs, no duplo sentido.
O melhor de tudo é que ainda espero o melhor de mim e acredito no melhor das pessoas, e não são frases de efeito não, sou um pouco mãe de todos! Egocêntrica, amostrada, não, nem gosto de falar tão a fundo desse jeito, poucaaaaaaassssss pessoas podem dizer que realmente conhecem Adélia Patrícia, sou uma ostra, pois como o papel de mãe de todos me coube (desde a adolescência é assim) sempre sobraram admiração de tal característica, mas também um certo erro de cálculo. Qual meu erro de cálculo? Um ótimo exemplo pra quem vai ler, é saber que fui pouco namoradeira, motivo? Simples, de tão densa e mãe de todos eu errava o time com os carinhas pelos quais me apaixonava, ou seja, eu era a conselheira, a que emprestava o ombro, a que tava sempre ao alcance pros desabafos...Enfim a mãe e nunca a namorada, a pretendida. “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, ouvi tantas vezes isso ressoando na minha mente; mas vivi de qualquer maneira, grandes amores, grandes amizades e realmente até aqui tudo valeu a pena, tomará que continue assim. Esperando melhores ventos! P. S. Quando eu me encantar, lembrarei de levar essas mal traçadas linhas digitadas, pra ver se na próxima aventura terei mais sorte com a bula rsrsrs. ;D OBS: Escrevi esse post enquanto pensava no post do Blog da Joyce (amiga da Flavinha). “Viver e não ter a vergonha de ser feliz...Cantar e cantar a beleza de ser um Eterno aprendiz...”