agosto 03, 2011

Vane 13

A Levantadora e a Oposta

Assim como, a jogadora oposta no vôlei joga na diagonal da levantadora, nem preciso olhar na direção do número 13, de olhos fechados sei que a Vane tá lá, esperando a jogada perfeita e desse perfeccionismo todo surgiu nossa GEMISSE – “irmãs gêmelas”, um pouco afastadas cronologicamente e geograficamente, uma ou outra divergência sobre opiniões filosóficas que tratam da vida, mas nada que não me faça levantar a bola pra ela!

E apesar dessa “gemisse” toda ela prefere a 13 e eu a 7; ela a cor de cuia e eu a flâmula loira...E quem falou que para se nascer gêmelas precisaríamos combinar em tudo! Provavelmente a Vane é a única pessoa que agradece mais que eu rsrs; ela me agradece, eu sem graça do outro lado da tela sempre falo:

- Puxaaa, mas eu nem fiz nada!

E a moça me trata quase igual ao Nietzche, com toda a pompa e circunstância, nem entendo e concordo, mas me calo e sou besta de contrariar a Alemã! No entanto na data de hoje, sou eu quem vem agradecer, pois nem se eu quisesse abriria licitação pra minha pessoa (poucos sabem sobre isso - momento segredo), o companheirismo é evidente, mesmo de lados opostos da tela, já choramos juntas; ela sempre percebe quando não tô legal, me dá conselhos e esporros também; ela é meu sacode rsrs. Ah! Adoramos o The Corrs e já falamos bem no começo das descobertas gêmelas que iríamos de boa “mochilar” pela Irlanda ao som das músicas tradicionais!

Ser amiga-irmã dessa Alemã só me da orgulho e felicidade.

Então GEMA muitas felicidades, vida longa e realizações de todos os tipos pra você, sempre!

Vamos ao Show Gemaa!


junho 20, 2011

E-mail da Prima Fábia

A Mariana me mostrou o  e-mail da Sirsi, que por si só já é um poema! Só podia ser jornalista mesmo e amante do que é belo! Dificil é saber e ver pessoas que amamos em momentos tristes...Enfim, não pedi permissão a Bi (Fábia) para revelar o teor do e-mail para a pequena mas sei que não se importará, afinal Primos são Irmãos que não nascem dos mesmos pais e nem moram na mesma casa!


QUERIDA MARI
ENVIO ESTAS FOTOS QUE TIREI EM CAMPO MAIOR (15.06.11) PQ SEI QUE COMO EU VC GOSTA DE OLHAR PARA COISAS BELAS

INFELIZMENTE APENAS QUANDO VOLTEI PERCEBI QUE A BORBOLETA AZUL FICOU SEM FOCO.

AINDA ASSIM VALE O DOM DE OLHAR PARA O MATO E PERCEBER O BELO JARDIM...



por favor diga a sua mae que li o texto, mas ainda n consegui pensar em como comenta... ela vai entender, eu sei...



BJS DA TIA QUE TANTO TE AMA



BJS NA SUA MAMAE



Fábia Adriana Vieira

PS: lili manda um mega bjão
diga










junho 19, 2011

De Herança

“Posso falar?...Vou contar uma estória!”

Era assim que o vô Pedro abria os "trabalhos" para contar seus causos aos filhos, netos, bisnetos e quem mais tivesse por perto! Um senhor pacato cidadão! Honestíssimo nunca quis nada que não fosse seu, nunca cobiçou o que era alheio!

Mais tinha um Q de ator o vô Pedro, chegou a falar certa vez isso! Eu do alto da minha “desconfiança mineira”, enquanto ele contava...eu pensava: é real ou é conto! Rsrsrs. A geração dos filhos e principalmente dos netos têm muito o que lembrar; e em especial a geração dos netos por serem todos de idades aproximadas é que aproveitamos de tudo um pouco!

Conversando com os primos, todos unânimes em falar que ninguém de jeito maneira entendia como isso podia tá acontecendo! Como pode ser verdade não escutar seus chavões e não vê-lo mais escrevendo em seu bloquinho, causos, contos, ou fatos verídicos! Se a ala dos jornalistas da família não sabe por que entraram por esse veio, tai a resposta! Se os cientistas da família nunca souberam entender de onde vinha a curiosidade também tai a explicação e assim como, para todas as alas da família...Fomos privilegiados de viver mais ou menos na companhia dele...Uns mais ; outros menos...mas todos com uma herança na memória!

“Posso falar? ...Vou contar uma estória:” Raiz é algo que de tão profunda ou de tão espalhada finca e se finca, mesmo que murche, seque ou seja ceifada não tem jeito, em algum lugar da memória deixará gemas!

p.s. Vovô vamos de Valsa? Ele gostava de tocar para os netos e para os filhos!

junho 15, 2011

Mariana e as Borboletas Azuis

Às 13:00 horas a Mariana desce do ônibus escolar e fica na porteira do sítio até o veículo sumir no horizonte e ela poder entrar sem dor na consciência de não ter se despedido direito dos coleguinhas e do seu Jucá – o motorista!
A minha pequena entra e não parece uma menina de 9 anos, ela chega desenvolta, falando de como foi a aula de Ciências, que ela foi apresentada a vários insetos legais e que quer discutir coisas de bicho comigo!

Eu tento esconder meu orgulho e curiosidade e anuncio que ela precisa tomar banho e almoçar, mas quando vejo o bico de desapontamento, não resisto e a levo para a “salinha das coisas impossíveis” nome que a pequena deu ao misto de escritório com laboratório zoobotânico! Mostro a Mariana que nesse momento dedico minhas horas vagas para estudar as borboletas azuis, raras na natureza e que vivem apenas 24 horas! É lindo ver aqueles olhos brilhando e tentando entender tudo que tento explicar; eu corto a cena e rapidinho já estamos subindo as escadas para o banho.
Nada como ser bióloga e ter uma filha como a minha, que parece já nasceu com “chip” para comer verduras e frutas e peixes e tudo que é natural, mas ela sempre dá um jeito de perguntar das aladas!
Almoçadas, fomos para o escritório-laboratório, uma sala ampla com janelas largas rodeando o espaço, com vista para o jardim e a Mariana pega minha lupa e corre para as caixas entomológicas e vai remexendo em tudo e perguntando:
- Mãeeeeeêee o que é hexápodes? – São insetos que possuem 6 patas no total, 3 em cada lado do corpo filha!

- Mais as Borboletas são lindas mãe! Como podem ser insetos hexápodes? – Ah filha, vamos contar as patinhas delas, são lindas sim mas teem patinhas na mesma quantidade da barata, da joaninha, do mosquito e de outros também!

- Mãaaêee posso ser sua assistente? Eu juro, juro mesmo, olha para os meus dedinhos mamãe; juro que trato bem das borboletas! Posso até cantar para elas já que seremos amigas!

- Ai filha que lindo isso! E que música cê vai cantar para elas serem suas amigas?

- Uma que diz que eu sou maravilhosa! – Nossa filha que tudo! Sortudas a s Borboletas viu!


junho 06, 2011

De Maior

Nathy...


...a” filha” mais velha, a pessoa mais sem conflitos de gerações que eu conheço, as vezes mais madura até do que eu! Soube da Nathy aos poucos, soube do pacto que ela fez com Iemanjá rsrs de em pleno réveillon tomar todas e ainda assim cuidar de toda a turminha, parece até mais velha; parece que já nasceu velha, não por acaso igual a mim, afinal quem sai aos seus não degenera!


A irmã mais velha e ideal que eu poderia querer para Mariana, entende de tudo a Nathy, me assombro com ela as vezes e quando fiquei sabendo que ela lê Clarisse e ouve o John Meyer, falei  do orgulho que sentia, assim como, quando entendi que apesar de tão madura ela só tem 18 anos agora e uma vida de tudo pra viver...e dentro disso tudo e de tantas angústias que só eu sei por que fiz por merecer sua confiança, ainda consegue ser uma ótima neta, amiga, filha biológica, e filha adotiva...a filha do meu coração!

A minha atleta, a zagueira que eu tento convencer a jogar no meio campo rsrs  só por que acho a área mais criativa das quatro linhas! E acho graça quando ela fica ansiosa por que não sabe se vai treinar ou não e me pede para ler as “convocações” e quando eu falo que acho que ela irá treinar; ela: “mais sei lá acho que mandarei o treinador ter aulas de português” rsrs. Ela é toda certinha, às vezes apronta também e algumas vezes eu juro, a mando aprontar também, pois não entendo como se pode ter 17 e quase 18 assim tão absurdamente responsável quanto ela é!

É já deu para ter uma amostra de quanto eu acho a Nathy parecida comigo: as inseguranças, o lance de ser ansiosa, as responsabilidades tão grandes que haja ombros para suportar! E só por isso ou talvez por isso tudo é que eu nunca gostaria que ela sofresse, se desiludisse, ou mesmo se sentisse perdida no mundo; mas não sou eu que posso determinar isso e muito menos ela, só estou na arquibancada esperado que ela acerte de letra e se não acertar de primeira que tente quantas vezes forem preciso, com êxito ou não, sei que ela é a melhor; eu quero que ela seja a melhor...Que esses 18 anos sejam inesquecíveis e cheios de vida; Parabéns pequena!
P.S. Não é o John Meyer mas é o Simon & Garfunkel e uma das músicas mais lindas do mundo!

abril 14, 2011

Imaginação?

A imaginação é mesmo uma arma, a mais valiosa de todas! Foi usando a minha que desde criança não me senti só. Minha imaginação tratou de parir uma amiguinha chamada Ninim que me acompanhava nas brincadeiras – agora entendo por que falo sozinha às vezes – me ajudando a comer o lanchinho da tarde, que segundo minha mãe tudo que era para mim era em dobro, claro tinha a Ninim e ela nunca me faltou!
Até quando eu patinava, ela estava presente, o máximo ter amiga imaginária e olha que eu não sou filha única, embora ter tido um irmão nunca me ajudou muito no quesito salve-se da solidão!

Mais bastou eu crescer para a Ninim me largar, acho que minhas brincadeiras e meus interesses mudaram demais e ela não suportou, não me suportou rsrs. Depois de um tempo mainha me revelou que quando estava grávida de mim nas últimas semanas de trabalho, uma amiga de escritório incorporou uma menininha e com voz de criança que começou a falar comigo – dentro da barriga da minha mãe – e disse que era minha amiguinha e que iria ficar um tempo comigo, e lógico se chamava ...Ninim! Me arrepiei ao ouvir a história...não lembro muito da minha amiguinha mas se ela se dedicou a mim deve ter tido um bom motivo!

Certo tempo depois, já na faculdade, precisei fazer um trabalho e indo até a Biblioteca Central abri um livro qualquer que tinha uma dedicatória: “Eu vivi até minha quarta primavera e precisei ir embora mais quando você lembrar-se de mim espero que seja com carinho. Ass. Ninim.” Fechei os olhos ainda prendendo as gotas de lágrimas que chegavam...voltei no tempo mas não conseguir lembrar quem comia os lanches duplos!

Dentro

Até quando o grito de eu te amo ficará preso na garganta? Será que ele não percebe quando perco o chão? Aonde mais eu iria me perder se não fosse aos seus olhos? Meu corpo fica no vácuo cada vez que ele passa por mim...e se ele esboça um sorriso então! É quase uma flechada nesse pobre peito! Quem mandou eu ter nascido assim, tão adoradora de tudo que é meigo e doce!? Se soubesse minha sina teria dito a DEUS que me mandasse em forma de cubo de gelo, com o coração tomado só pelo que é frio e racional!

Mais coitado do meu coração, é só músculo nada pensa, nada sabe e eu ainda credito minha felicidade ou desventura a ele! A insensatez é minha do meu Eu, da minha porção racional e não de um pobre músculo que já se esforça o suficiente para me deixar viva e sã.

O que fazer então? Não olhar para ele sempre que passa por mim? Não ir ao lugar preferido? Não sair com os amigos em comum? Parece loucura mais o que era mel no início agora é amargo. E por que me coloquei em xeque? As respostas eu não sei, talvez nunca saiba, mas o que é mesmo o amor? Se não experiências que se transformam para o bem ou para nos arruinar...

Eu vivi e vivo com a sensação de que o meu mais valioso amor ainda não passou por mim, não me escapou entre os dedos e quando chegar eu saberei baixar a guarda e vivê-lo pleno para sempre ou em quanto durar.